sexta-feira, 29 de junho de 2012

Sobre amor, mentiras e orgulho



Completo vinte e cinco anos de vida amanhã... Vi, vivi, aprendi algumas coisas nesse tempo de existência. Hoje compartilharei fraquezas e certezas que me inspiraram a sair um pouco do meu casulo.
Luto com bravura para impedir o triunfo da mesquinhez da minha alma só que não posso evitar o desgosto de ainda não ter aprendido a amar de verdade. As lições que a vida me impôs mostraram que o amor transcende o desgosto e que por mais doloroso que seja sentir-se uma sombra, sempre há algo de proveitoso nas decepções.
Mesmo sabendo que no fundo da minh’alma sinto-me humilhada por essas paixões mundanas, o crescimento se dá através do reconhecimento e da luta para ser uma pessoa melhor... O que me impede de avançar é o apego insistente ao olhar dos outros, uma necessidade de aceitação que não se justifica e acaba sendo a base de um orgulho estúpido e desnecessário.
Estúpido porque sou nada e essa cegueira espiritual me impede o crescimento na medida em que não enxergo minha própria desfaçatez.
Desnecessário porque como um fardo pesado ocupa o lugar precioso que se destina a prática da virtude sem a qual não é possível aprender a amar.
            Ser mais transparente, mais vulnerável, mais sincero auxilia esse processo de transfiguração dos sentimentos. Odeio meias palavras, palavras mal ditas, palavras “meia-boca”, meias verdades.
            A sinceridade cruel é mais benéfica que a mentira consoladora. Se transformar a dor em sofrimento (no sentido bíblico) através da verdade é necessário para a purificação de nossas vontades eu opto pela verdade crua. A mentira é um veneno que mata a bondade das pessoas, pois corrompe sua essência.
            A paixão é um autoengano que aumenta as qualidades e virtudes do outro aos nossos olhos e afasta dos pensamentos a imagem real daquele ser. A lente da paixão distorce o que vemos e cria uma mentira reconfortante.
Quando aceito e encaro a realidade estou me respeitando.
Quando não aceito, estou mentindo por não conseguir encarar minha própria dor e aceitá-la como fruto dos meus apegos...
            Devemos abraçar a humildade e ter consciência de nossas fraquezas sabendo que elas nos trarão dor muitas vezes ao longo desta vida.