Completo vinte e cinco anos de vida
amanhã... Vi, vivi, aprendi algumas coisas nesse tempo de existência. Hoje
compartilharei fraquezas e certezas que me inspiraram a sair um pouco do meu
casulo.
Luto com bravura para impedir o
triunfo da mesquinhez da minha alma só que não posso evitar o desgosto de ainda
não ter aprendido a amar de verdade. As lições que a vida me impôs mostraram
que o amor transcende o desgosto e que por mais doloroso que seja sentir-se uma
sombra, sempre há algo de proveitoso nas decepções.
Mesmo sabendo que no fundo da minh’alma
sinto-me humilhada por essas paixões mundanas, o crescimento se dá através do
reconhecimento e da luta para ser uma pessoa melhor... O que me impede de
avançar é o apego insistente ao olhar dos outros, uma necessidade de aceitação
que não se justifica e acaba sendo a base de um orgulho estúpido e
desnecessário.
Estúpido porque sou nada e essa
cegueira espiritual me impede o crescimento na medida em que não enxergo minha
própria desfaçatez.
Desnecessário porque como um fardo
pesado ocupa o lugar precioso que se destina a prática da virtude sem a qual
não é possível aprender a amar.
Ser mais
transparente, mais vulnerável, mais sincero auxilia esse processo de
transfiguração dos sentimentos. Odeio meias palavras, palavras mal ditas,
palavras “meia-boca”, meias verdades.
A
sinceridade cruel é mais benéfica que a mentira consoladora. Se transformar a
dor em sofrimento (no sentido bíblico) através da verdade é necessário para a
purificação de nossas vontades eu opto pela verdade crua. A mentira é um veneno
que mata a bondade das pessoas, pois corrompe sua essência.
A paixão é
um autoengano que aumenta as qualidades e virtudes do outro aos nossos olhos e
afasta dos pensamentos a imagem real daquele ser. A lente da paixão distorce o
que vemos e cria uma mentira reconfortante.
Quando aceito e encaro a realidade estou me respeitando.
Quando não aceito, estou mentindo por não conseguir encarar minha
própria dor e aceitá-la como fruto dos meus apegos...
Devemos
abraçar a humildade e ter consciência de nossas fraquezas sabendo que elas nos
trarão dor muitas vezes ao longo desta vida.
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